COTOVELO VOADOR

December 16, 2013

COTOVELANDO O TLC 2013

História sendo construída na frente de nossos olhos. Este foi o prometido desde que a WWE anunciou que John Cena e Randy Orton unificariam ambos os WWE Championship e o World Heavyweight Championship em uma luta TLC. Não havia dúvida, portanto, que o evento TLC: Tables, Ladders & Chairs de 2013 seria um one-match-show, um evento de uma luta apenas. Infelizmente, foi o que aconteceu.

A WWE perdeu a oportunidade de surpreender os fãs com um evento memorável não apenas pela luta de unificação. Entregou um evento arrastado e facilmente esquecível. Com exceção de Daniel Bryan versus The Wyatt Family e a luta de duplas, todo o evento não passou de um fraco aquecimento para Cena versus Orton.

Já no pré-show no YouTube, o evento mostrou à que veio. Em um combate curto e decepcionante, Fandango derrotou Dolph Ziggler. Ali já foi notável que todas as atenções e esforços estariam direcionados à luta final. Foi criada, então, uma expectativa tremenda para este combate. Ainda mais após a chegada de Triple H, Stephanie e Vince McMahon.

A luta de abertura do pay-per-view foi o que se esperava. O começo do fim da Shield, com CM Punk derrotando o trio após Roman Reigns, com problemas de visão, aplicou seu devastador Spear em Dean Ambrose. A tensão que já trincava a Shield agora, com certeza, levará o grupo a uma luta no WrestleMania XXX, com Reigns sendo o mocinho, claro.

A luta pelo Divas Championship entre AJ Lee e Natalya foi surpreendentemente boa. Nattie, aparentemente enferrujada há um tempo, fez uma ótima demonstração de competência, com AJ a completando perfeitamente. A mesma química faltou na luta entre Big E Langston e Damien Sandow, entre Brodus Clay e R-Truth e entre Kofi Kingston e The Miz. Nenhuma das três foi ruim, que fique claro, e o combate entre Clay e Truth avançou a transformação do primeiro em vilão com o fim do Tons of Funk, mas nenhum dos três conseguiu prender a atenção dos telespectadores por sua fragilidade histórica. No caso, histórica em relação a história a ser contada. Outra vez fica clara a opção da WWE em esforçar-se apenas na luta final. Reforça-se esta impressão pela não utilização das lutas características do evento (apenas Cena vs. Orton teve estipulações condizente) e pela incessante exibição de vídeos promocionais (muito bem feitos, por sinal) enfatizando a importância da luta.

A derrota de Daniel Bryan pela Wyatt Family deixa uma dúvida em relação à continuação da história. De qualquer jeito, a luta foi excelente. A WWE finalmente aprendeu o modo correto de utilizar Bray Wyatt: aos poucos, protegido pela parede formada por Luke Harper e Erick Rowan. Assim, ele, com pouco tempo no ringue, pode mostrar toda sua perturbadora habilidade sem cansar o telespectador, como aconteceu em sua luta contra Kofi Kingston no Battleground. A luta entre Cody Rhodes & Goldust vs. Rybaxel vs. Big Show & Rey Mysterio vs. Real Americans recebeu o tempo devido e também mostrou o quanto a divisão de duplas está sendo valorizada.

Apesar de utilizar saídas já vistas – como a utilização de algemas – a luta principal foi boa. Atuou como o fim (ou a pausa, pelo menos) da longuíssima rivalidade entre os dois. No entanto, a luta também sofreu com a alta expectativa criada por conta do completo abandono do resto do evento. Até neste combate, faltaram cadeiras, mesas e escadas. Em um momento perigoso no fim do combate, Cena, algemado a uma corda solta no alto da escada, saltou em direção a uma mesa no córner. O movimento poderia ter lesionado o pescoço de Cena. Ao fim, Orton sagrou-se vencedor. Aqui, outra quebra de expectativa: Triple H e os McMahons marcham ao ringue… e acaba o evento. Sem nenhum plot twist, nada. Fica mais próximo, então, a história ideal: Daniel Bryan vence o Royal Rumble e derrota Orton pelo título no WrestleMania XXX.

Luta da Noite: Daniel Bryan vs. The Wyatt Family
Pior Luta da Noite: Fandango vs. Dolph Ziggler

 

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