COTOVELO VOADOR

November 25, 2013

COTOVELANDO O SURVIVOR SERIES 2013

E acabou a vigésima sétima edição anual da extravagância de Ação de Graças da WWE, o Survivor Series. Com o Royal Rumble em janeiro, o WrestleMania nos primeiros dias de maio, e o SummerSlam em agosto, o Survivor Series é conhecido como um dos quatro grandes pay-per-views da WWE e, assim como os outros, carrega uma tremenda expectativa. Com poucas lutas anunciadas, o evento parecia ter como foco uma luta apenas: Randy Orton versus Big Show pelo WWE Championship. Muito criticada pela internet que, aparentemente, ainda queria Daniel Bryan como desafiante de Orton, toda a criação e montagem pré-combate fez sentido e retirar Bryan das ventas de Orton e do resto da Authority, pelo menos por enquanto, faz, sim, muito sentido.

Três retornos aconteceram durante o Survivor Series. Dois deles, quiçá os três, insignificantes: John Laurinaitis retornou durante um segmento/propaganda nos bastidores (provavelmente, apenas para isso), Ricardo Rodriguez fez parte da mesa de comentaristas mexicanos e Mark Henry derrotou Ryback após este fazer um desafio aberto. A ausência de Henry, como a de Kane, nos últimos meses foi essencial para o desenvolvimento da história entre Daniel Bryan, Randy Orton e The Authority. Com Henry e Kane no elenco ativo e como herois, seria, no mínimo, estranho que eles não ajudassem Bryan em sua jornada contra seus rivais. Agora, Henry fica deslocado. A menos que retome sua rivalidade com Ryback, do começo do ano.

Além dos três retornos, o painel de discussão foi formado por, além de um confuso Josh Mathews como mediador, Booker T, Mick Foley e Bret “The Hitman” Hart. Entre o quarteto, apenas Foley parecia confiante em seus comentários. Enquanto isso, Booker não fazia sentido algum e Hart se atrapalhava e gaguejava constantemente.

No pré-show, The Miz derrotou Kofi Kingston em um combate comum, se não insosso. O problema, claro, não estava apenas em Miz como um herói, mas também em Kingston um. Kofi precisa de alguma mudança em seu personagem. Desesperadamente mais do que Miz precisava. Tão insossa quanto foi a luta entre Big E Langston e Curtis Axel. Apesar de Langston estar começando a conquistar o público, Axel continua tão morno quanto Michael McGillicutty pré-Paul Heyman.

O pay-per-view foi aberto por Triple H e Stephanie McMahon, que garantiram que Orton versus Show não haveria nenhuma interferência física. Claro, para continuar com aquele momento “somos bons… e depois somos malvadinhos”. Sim, aprofunda os personagens, mas cansa. Se tornaram vilões novamente durante a última luta da noite, a curtíssima e boba (a platéia gritava “boring!” e “we want Bryan!”) luta entre Bryan e Show, distraindo o gigante e permitindo que Orton mantivesse seu título.

A luta de abertura oficial do pay-per-view, a tradicional luta de eliminação, entre os times de The Real Americans (Jack Swagger e Antonio Cesaro)  & The Shield (Dean Ambrose, Seth Rollins e Roman Reigns) e de Cody Rhodes, Goldust, Rey Mysterio e The Usos (Jimmy e Jey), foi excelente. Como de costume nos últimos anos, foi utilizada como teste. No caso, de Cesaro, Rollins, Goldust e Reigns. Por conta disso, eliminaram Ambrose e Rhodes sem problemas, deixaram Mysterio de lado e não fizeram grande estardalhaço com Swagger. Queriam ver como Rollins e Reigns se comportariam sem Ambrose, como o público reagiria a Cesaro e como Goldust agiria sem Cody. É fácil perceber que Roman Reigns, único sobrevivente do combate, será uma futura estrela. Que spears!

Entre as lutas das Divas, do retorno de Henry e John Cena versus Alberto Del Rio, não há muito o que comentar. Nikki Bella destacou-se durante a luta de eliminação das Divas, bem como Naomi, já talentosíssima desde sua participação no NXT. Mark Henry como um herói pode ficar chato muito rapidamente. Não se ele fizer como no Survivor Series, realizando um tributo aos headbutts de Junkyard Dog.

A luta da noite, sem dúvida, foi entre CM Punk & Daniel Bryan e Luke Harper & Erick Rowan representando a Wyatt Family. Foi uma sucessão de golpes bem aplicados e ótimas demonstrações de talento. Até Rowan, o elo mais fraco dos quatro participantes, conseguiu seus momentos. Até mesmo Michael Cole teve sua melhor performance da noite durante a luta, reagindo à powerbomb de Harper em Bryan. O trio de comentaristas esteve péssimo durante toda a noite.

Após a decepcionante luta entre Show e Orton, depois de interferência de Triple H, Stephanie e Kane, John Cena, que reteve o World Heavyweight Championship mais cedo, foi ao ringue. Encarou Orton, levantou seu título e encerrou o show. Uma luta de unificação dos títulos no WrestleMania XXX já está sendo discutida pela internet afora. Calma. No máximo, os dois devem se enfrentar em uma luta de campeões no TLC: Tables, Ladders, and Chairs, talvez em uma luta TLC ou alguma variante. Duvido muito que qualquer unificação ocorra tão cedo. Ainda acredito que Bryan vencerá o Royal Rumble e enfrentará Orton pelo título no WrestleMania.

Pode ser, também, que realmente aconteça uma luta de unificação no TLC e que Bryan, vencendo o Royal Rumble, enfrente Cena ou Orton pelo título unificado no WrestleMania. Mas tudo não passa de suposição.

Momento da Noite: SpearFest de Roman Reigns
Luta da Noite: CM Punk & Daniel Bryan vs. Wyatt Family
Pior Luta da Noite: Total Divas vs. …incomplete Divas

Nota do evento: Um Punk decepcionado

 

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